sábado, julho 18, 2009

Meu quarto.

domingo, maio 03, 2009

Ventiladores;

*:

*Esse é um dos meus cantos.

domingo, abril 19, 2009

sexta-feira, abril 17, 2009

Estante

terça-feira, dezembro 30, 2008

Gosto da ausência

Sem ti, Mentos.

sábado, março 22, 2008

Apresentação Pessoal

- Querem mais fotos?
- Sim! (muitas vozes)
- Vocês querem mais fotos?!
- Sim! (muitas vozes, mais fervorosas ainda)
- Eu disse: Vocês querem mais fotos?!
- Sim! (gritos... o público delira, se despenteia, pulam sedentos por imagens, lacrimejando em busca do deleite almejado por sua ira)

- ...
(pausa dramática, olhando para o público, fazendo um grande círculo no ar com o braço inteiro)

- Então tomem! (solo de guitarra)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Eterno

As palavras abafadas dele mal iluminaram o quarto.





Incrédula:
- Mas foi só acontecer o impossível: no mesmo momento do acontecido, na verdade um momento depois, tu já começas a vir com tuas armas. Mas meu querido, isso não funciona mais... Não quero mais te tocar.


Astuto:
- Eu nem sequer pensei em ti. Eu faço as coisas só por mim, esqueceu? Tu já sabes que eu sou assim. E foi até por isso que tu decidiste não mais me tocar. Eu vejo que tu moras só no teu mundo, de qualquer forma. Assim como eu.


Incrédula:
- Meu amor não pára. Eu o guardei só para mim, é verdade. Tu achas que eu fiquei aqui começando algo novo pra fugir das tuas palavras, e em certa medida isso é até verdade. Amo o que tem de mim em ti. Isso é ser só. Mas meu querido, não fales mais.


Astuto:
- Falar é uma das mais esquecidas prioridades que eu tenho. Eu uso minhas palavras só comigo mesmo, nunca quis usá-las com alguém e, se tu acha que um dia as usei contigo, apenas pensa que eu estava falando comigo mesmo. Tu sabes que eu sou assim. E eu descobri que tu é assim também. Então só agora vi que te amo mas, assim como tu, amo só o que tem de mim em ti. A parte triste é que eu descobri que é tudo.


Incrédula:
- Eu nunca vou poder amar alguém como eu te amo.


Astuto:
- Nunca vou querer descobrir que sempre te amei.


Incrédula:
- Meu amor por mim é o mais intenso, o que há de bom em mim há em ti da mesma forma. Amo meus defeitos, e teus defeitos são iguais aos meus.


Astuto:
- E eu não quero descobrir isso. Acho mais inteligente ser assim. Tenho um mundo de amor por mim que só tu é capaz de morar nele. E desse mundo eu nunca vou me desfazer, pois te amo por que tu me amas.


Incrédula:
- Então tenho um lugar no teu peito.


Astuto:
- Tu só o tem por que o teu peito é todo meu.


Incrédula:
- Uma solução de problemas é saber que nisso não há problema. Nosso amor não precisa morar no mundo das pessoas, nosso amor mora em nós mesmos, um pelo outro, e toda a imaginação que temos só serve para aumentar o amor que sentimos um pelo outro e por nós mesmos. Não queremos mais nos ter, queremos apenas continuar vivendo os nossos desejos, um pelo outro, na alma de nós mesmos, e ter o amor de um pelo outro como a maior fonte de força para amarmos nossas redomas cada vez mais.


Astuto:
- Gosto disso. Por isso vamos ficar assim, pra sempre. E essa é a melhor forma. Nós dois já sofremos muito pelas pessoas, e dessa maneira que achamos para nos amarmos, nós nunca iremos nos machucar. Isso que é amor de verdade pra mim e pra ti. Eterno. Esse nosso amor perfeito é o amor que nós criamos e que nem nós mesmos temos como tocá-lo, só o olhamos de fora. Estar longe de ti é a forma mais segura que eu tenho de te amar incondicionalmente, bem do jeito que gostamos.





E eles precisam de mais nada desse mundo.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Quase fevereiro com mais Bossa

Poisintão. Já estamos quase em fevereiro. Hoje é dia 23 de janeiro. Este post vai ser algo bem menos poético do que os outros, e por isso eu acho que ele é bem desinteressante pra quem gosta de imaginar. Mas eu sinto que eu preciso escrever, sabe, pra não perder a prática. Até pra que as pessoas que estão convivendo mais próximas a mim nesses últimos meses tenham noção do quanto elas estão me fazendo contente, com elas e comigo mesma, por ter tido a destreza de tê-las encontrado.

Eu reli meu último post e vi que essa pausa de letras era definitivamente necessária. A fase pela qual passei nesses dois últimos anos não foi uma fase onde eu estava cheia de mim. Então quando me descobri cheia, parei, sabe, pra refletir e ver como seria a continuação do meu trabalho. A melancolia sempre é uma amiga perfeita pra me dar inspiração. A catarse é sempre benéfica.

Agora eu quero tentar encontrar inspiração na felicidade. Eu penei em busca de algo bom na minha tristeza e vi que dela saem coisas boas e, quando se está alegre, a gente tende a esquecer do resto e viver a felicidade sem pensar que ela pode ter fim. É tão mais difícil ver pessoas escrevendo coisas boas do que ruins, não é mesmo? Quero dar um jeito de tornar a felicidade um objeto de inspiração para os outros, e não de inveja, como tristemente costuma ser. Quero mostrar que na felicidade há equilíbrio e que, com esse equilíbrio, a felicidade pode durar mais.

Escuto algumas músicas da Bossa Nova e vejo que há muita coisa que podemos explorar na nossa felicidade pra tornar a felicidade dos outros ainda mais mágica: posso tornar-me vitrine para que as outras pessoas não tenham medo de viver a alegria, pois sempre tive medo dela. Sutil, a música me traz o conforto e o equilíbrio pra poder me relacionar bem com a minha alegria. E eu não mudei... Nunca vou negar que eu gosto mais da melancolia, pois é visível a minha tendência a nunca exaltar a felicidade que estou sentindo. Mas sabe, eu gostaria de aprender que não há nada de ruim nisso pra poder ensinar. Então agora tudo vai começar a ser construído. Plim*

*passe de mágica.

domingo, setembro 16, 2007

Fim com ponto

Vou deixar como pontos finais. Os pingos dos i's pingaram em descompasso tão grande! Eu quis resgatá-los do chão, mas vou deixá-los aonde eles caíram... vou deixar esses pingos finais da chuva de dois anos sobre mim bem alí, onde eles exercem sua perfeita função.

quinta-feira, julho 12, 2007

A Morte de Violeta

Margarida tinha até tomado rumo na vida:
Ela começou a conviver com as flores,
assistia jardins e plantava árvores
mais eternas que ela mesma.

Tudo isso teve grande força só quando
tinha sobre si a visão, o olhar perspicaz
e também questionador de sua amiga Violeta,
sempre presente com um grande sorriso.

Mas Violeta morreu ontem, então o que será dela?
Subindo escadas Violeta entregou-se a má sorte,
deixando para trás a aposta de Margarida:
Teve um derrame, uma queda... que desgraça.

Hoje Margarida voltou a se lembrar do marido,
e da comida que tem que dar pro cachorro.
Desde o início ela sabia que a Violeta iria morrer.
Violetas raramente dão flores mais que uma vez.

Margarida agora viverá bem, cultivando apenas flores do campo,
por que são mais parecidas com ela.

domingo, julho 08, 2007

O Pior Sonho

De que são feitos os bons sonhos? Toda imagem colabora, sim. Toda imagem bonita ajuda muito. O bom sonho fica grande e mais brilhante. De que se poderia viver se, no seu sonho, não existisse o belo? A bela? Tudo que o faz realmente suspirar? Se sentiria mal, não iria querer dormir. Todos querem dormir. A entrega ao sonho é coragem. Coragem pra sonhar. Mas sonhar é difícil quando não se pode mais querer adorar.

Sonhar custa muito. Antes, custava nada. Cada um vivia seu sonho em segredo, tudo acontecia em segredo e o que era descoberto... Que escândalo! Hoje, temos algum escândalo? Não mais. Mesmo. Normal é ser só, só com seu sonho e se fechar para ter coragem de sonhar bem. Sonhar não mais com o que deseja, mas com o óbvio, que é pra não se machucar. Nada é dor já que é implicante escândalo se deixar doer.

Eu agora sou covardia. Eu só quero o pior sonho. A tristeza já não entristece tanto e cada palavra amiga que me levaria ao bem sonhar já não existe. Não quero mais doer, não quero mais tudo, já que o que havia de belo pra mim, que era sonho, nem sonho mais é. Deixaria de viver para tê-lo realidade, começaria guerras e passaria a sonhar na rua, que nunca foi o meu lugar. Mas pelo meu sonho, nela eu não me negaria em estar.

O pior sonho para tudo que assim há. Nada mais. O costume de doer por um sonho não quero que jamais exista. O pior sonho não dói, nunca vai doer. Ele é o que cada um pode esperar no que há de pior, pois inferior não ficará. Não ficará. Assim o pior sonho é alegria. Medida. Sonharíamos e acordaríamos sabendo que dali em diante não se pode ultrapassar. E esse sonho todo é só o não estar ao lado do que de mais belo nos há.

(05.12.2006)

domingo, julho 01, 2007

Pra mim

(suspiro)

Andei pelos nossos corredores antigos.

Vi ela pensar:
"- Que tu acha disso?"
E ela mesma responde:
"- Acho bom."

Mas essas foram tuas palavras, não dela.
São as tuas maneiras de agir, entende?

São coisas que eu nunca quis mudar.
São coisas que eu sempre quis pra mim.

quarta-feira, junho 13, 2007

Sorte de Hoje

"Venda as suas idéias – elas são completamente aceitáveis".




(...)

– Eu posso concordar com o capitalismo, mãe?
– Mas é claaaaaro!
– Humnn... tá então.
– Eu quero viajar num transatlântico!
– Tá. Acho que eu quero também. Mas alguém pagaria pelas minhas idéias, será?
– Eu te disse que tu deveria ter feito secretariado...
– Mas secretária pensa?

Sua amiga Violeta

A Margarida chegou em casa e ligou a TV. Uma garota ridícula estava cantando num programa ridículo e ela deixou a TV ligada, pra fazer um barulho. O marido, imprestável, já estava dormindo e isso a fez ir para a cozinha.

A Rosa não tinha feito as compras, então as únicas coisas que estavam na geladeira era uma margarina pela metade do pote, um pé de alface meio murcho e nem um cálice de vinho na garrafa. Ela pegou a garrafa, derramou o que tinha dentro do copo e o completou com uma pedra de gelo bem grande, afinal tinha pouco vinho e fazia um calor tropicalíssimo.

Ela se deitou em frente à TV, ansiosa por um filme que prestasse. Tomou os goles bem devagar. Enquanto isso, se viu grudada ao controle remoto sem poder sobre a programação dos canais e assim se tocou que esse era o perfeito sinônimo da vida que ela estava levando. Se sentiu mais vazia do que nunca e, naquela hora, se tornou devota de Baco.

Assim sempre estaria cheia de alguma coisa. Assim sempre estaria cheia de alguma esperança. Assim sempre estaria cheia de valor, mesmo que fosse só o valor da lembrança do sentimento mais puro que já fora presenteada: a amizade de sua melhor amiga, Violeta.

terça-feira, maio 29, 2007

A Saga do Café

... Aí começou com um café
bem tomado.

Durante tempos,
a xícara estava alí...
bem vazia.

Indo e voltando,
no mesmo lugar,
bem ou mal tomando.

Tudo pareceu terminar hoje,
bebida mal tomada,
derramada,
copo vazio...

Mas não é bem assim.

De alguma forma,
essa saga vai continuar.
O que mudará sobre ela
é só o olhar.

sábado, maio 26, 2007

Jantar em Família

- Viu as pinturas?
- Aham, bem legais.



(...)



- Que pinturas?
- Umas que eu mandei pra ela.
- De quê que é?
- Parecem fotografias, mãe.


(...)


- Só tem essa pizza?
- Não, tem outra no forno.

quem sou eu:

.. . . . . . do . . . . ler
. . . apago . . .. . . ..
. . nada, . . ... . . . ..

sábado, maio 12, 2007

No Escuro (2ª versão)

Queria poder entrar numa
sala escura
e simplesmente te tocar como
se fosse aquela primeira coisa que
toquei na minha vida

(com meus lábios)

Esse momento seria como
o qual sempre esperei por,
durante minhas
horas passadas em vão

Fazer isso sem te ver.
Fazer isso sem ter te visto.
Fazer isso apenas sentindo

(te sentindo nas
minhas mãos)

Foto número 9

Lê minha sorte e
diz que meu maior sonho
vai se realizar.

Foto de número nove.

O mundo de números
imersos em azul e azul,
de dois em dois.

Eu vejo o azul alí vazio.

O sono com medo do sonho
parou de se sentir
e não quer cobertor.

Muda ser mutável!
Espalha tua atenção aqui:
faz a dor passar.

Tu não passas.
Não quero mais mundo azul.
Tu não passas.

Quero pra sempre a paz
que me dá
quando respiro teu ar.

sábado, abril 14, 2007

Medo

E eu? Eu sou alguém?
Sou muito mais ou menos do que eu posso imaginar.
Me vês e eu fico olhando para o nada.
Me viro e olho o nada.
Se me vês me dá medo.
Se eu fosse o que tu mais desejas, eu seria mais ou menos.
Mas sabe o que ia acontecer?
Acho que eu não me sentiria mal por ter medo.

Então eu tentei ter coragem.
Os segundos que dessa coragem nasceram, passaram, foram
todos muito mais do que eu poderia ter sonhado acordada!
Eu não te possuí em meus braços no nosso abraço,
mas tu me teves sem querer, como sempre foi,
durante aquele meu precioso raro momento
(que esperaria mais um ano pra vivê-lo com a mesma força).

Eu não consigo te olhar nos olhos!
Eu tenho medo de que isso
faça acontecer o que está acontecendo agora:
escrevo e tenho esperanças.
Porém se eu conseguisse olhar nos teus olhos
(com a coragem que eu inventei)
eu lá poderia ver a verdade...
mas é ela todo o objeto pelo qual
eu alimento esse gigantesco horror.

Já te sei de cor,
já sei o que posso esperar,
meu querido amigável amigo.
Agora eu devo pensar em
qual maneira desse convívio pensado
(e pensado por nós dois, sim senhor!)
eu vou me machucar
mais leve
e poder depois curar
de verdade.